sexta-feira, 1 de junho de 2012

Just ONLY Friends


Sempre soube que este dia ia chegar, foi num dia em céu estava limpo e o sol iluminava toda a cidade. Estava-mos todos reunidos na “The garage”, quando ela anunciou que se ia casar-se, não sei muito bem o que senti naquele momento, mas já devia estar preparado ao qual já que sabia que isto podia vir acontecer.

  - A serio, Cube? Parabéns!!! – Diz Rhyth abraçando-a sorridente.

  - Parabéns aos noivos!!!! – Diz Garam dançando ao ritmo da musica da radio.

  - Fico feliz por ti irmão. – Diz Beat dando uma palmadinha no ombro de Clutch.

  - Obrigada, Beat. – Sorridente.

Todos eles cumprimentavam Cube e Clutch como estavam felicíssimos, mas eu não conseguia estar nesse estado, sai sorreitaramente indo para longe deles pensativo.

  - Soda estás bem? – Diz Boogie, atrás de mim.

  - Tento fazer por isso. – Rindo-me amargamente.

  - Tu, sabias que mais cedo ou mais tarde este dia ia chegar. – Olhando para mim.

Olhei-a com os olhos semicerrados. Desde do tempo da elementar até ao dia hoje sempre gostei de Cube mais do que amiga, mas ela.....

  - O que fazes hoje Soda? – Diz o meu amigo de turma.

  - Vou patinar pelas ruas e tu?

  - Se quiseres posso acompanhar-te. – Sugerindo.

  - Por mim na boa.

Nesse instante alguém vem contra mim deixando cair os livros no chão.

  – Estás bem? – Agachando-me logo para apanhar os livros.

  - Sim acho que sim. – Diz a rapariga com sorriso nos lábios.

Nesse momento meu coração acelerou rápido, não sei bem o que se passou mas fiquei atraído a pelo sorriso dela. Ela tinha um estilo um pouco punk talvez porque tinha os olhos com uma sombra negra e os lábios pintados de verde azulado, reparei que tinha uma tatuagem á volta do umbigo e um cinto com uma caveira.

  - Aqui tens. – Dando-lhe os livros.

  - Obrigada... Já agora qual é o teu nome? – Curiosa.

  - Soda. E o teu?

  - Cube.

Nesse momento a campainha toca para a entrada.

  - Bem tenho que ir para aula. – Despedindo-se de mim.

  - Então vemo-nos por ai. – Disse-lhe.

  - Nada mau. – Diz o meu amigo sorridente.

Após acabar as aulas eu e Cube voltamo-nos a encontrar de novo no circuito de patinagem/skate, a onde muitos jovens encontravam-se lá depois das aulas.

  - Ei Soda aquela não é Cube? – Diz o meu amigo um pouco surpreendido.

Observei a rapariga que patinava com grande estilo mais atentamente e surpreendi-me.

  - Sim é verdade é ela.

Aproximamo-nos dela.

  - Ora viva, Cube.

Volta-se para nós espantada.

  - Olá tudo bem? O que fazem aqui?

  - Nós costuma-mos patinar aqui.

 - Fixe. – Sorrindo-se. – Quero ver essa vossa habilidade. – Desafiando-nos.

Nessa tarde divertimo-nos bastante, acabei por saber que morava-mos no mesmo bairro e por isso Cube sugeriu-me que podiamos vir juntos para casa depois das aulas acabarem. Os dias converteram-se em semanas, as semanas em meses, aonde comecei a desenvolver sentimentos por ela, mas nunca tive coragem dê-lhe confessar os meus sentimentos porque de algum modo não queria arriscar a nossa amizade, mas com a vinda de Clutch o irmão mais velho de Beat, tudo começou mudar.

Nós nunca mais viemos juntos para casa, bem como já não nos via-mos regularmente no circuito de patinagem/skate. É como se nós os dois caminhasse-mos agora por dois caminhos diferentes e que se iam afastado-se cada vez mais.

  - Era bolas!!!! Já viste isto Soda agora começou a chover a potes. – Diz meu o amigo levantando-se da cadeira a olhar lá para fora aborrecido.

  - Hum... – Sem muito interesse.

  - Então, hoje pareces mais abatido que ontem. – Voltando-se a sentar-se na cadeira. – Devias ter-lhe contado os teus sentimentos quando tiveste oportunidade, Soda. – Observando o tecto.

  - Eu sei mas...tive receio de perder a amizade com ela.

  - Compreendo, mas devias ter-lhe contado. – Olhando para mim.

Levantei-me até á janela para observar a paisagem, nela vi Cube e Clutch, não sei bem o que faziam, mas pareciam que discutiam, Cube afastou-se dele correndo pela chuva.

  - Volto já. – Disse apresado.

  – Mas aonde vais com tanta pressa? – Surpreendido com a minha reacção.

  – Depois explico-te.

  - Ok.

Fui ter com ela para perceber o que se tinha passado. Encontrei-a sentada numa das mesas da cantina com a mão a tapar o seu rosto, aproximei-me dela.

  - Cube?! O que se passa? Eu vi-te com Clutch...

  - Não digas o nome dele. – Num pouco brusco.

  - Cube... – Pondo no seu ombro.

  - Desculpa-me. – Limpando os olhos. – Eu não queria ser brusca contigo, desculpa-me. – Dando-me um pequeno sorriso.

 - Não faz mal. – Sentando ao seu lado. – O que se passou afinal?

  - Soda – Com os olhos semicerrados para mesa. – apesar de meter-me afastado de ti continuas a preocupar-te comigo. És um amigo muito especial...eu não te mereço.

  - Não digas isso. – Olhando para ela.

  - Soda..

  - Tu para mim serás sempre especial aconteça o que acontecer. – Passando ligeiramente a mão no seu rosto.

  - Obrigada.

  - Então afinal o que aconteceu?

  - Ás vezes pensamos que conhecemos as pessoas, mas na verdade não conhecemos. – Entristecida. – Será que é muito difícil dizer alguém que já não se gosta dela? – Olhando para mim franzindo o sobrolho. – Foi preciso ele ter-se envolvido com outra rapariga e de eu ter descoberto para o sabe-lo. – Um pouco furiosa.

Na cantina ouvia-se o som da chuva a cair. Cube levanta-se da cadeira passado um tempo já mais tranquila ficando de costas para mim.

  - A vida é mesmo assim, verdade? Há que esquecer o que aconteceu e continuar com a cabeça erguida para frente.

Senti que a timbre da voz dela tinha uma certa amargura no que dizia. Aproximei-me dela.

  - Cube. – Poisando a minha mão no seu ombro, vi algumas lágrimas a escaparem-lhe dos olhos dela. – Oh Cube...

  - Desculpa-me – Virando-se para mim. – Eu não queria.... – Escondendo o rosto com as mãos. -... que visses-me assim.

  - Anda cá. – Abraçando-a sem hesitar, senti o meu peito molhado. Acaricie-lhe o cabelo. - Não te preocupes eu estou aqui contigo.

Nesse dia quando fomos embora juntos para casa quando a chuva já tinha parado de cair.

  - Oh bolas esqueci-me das chaves. – Diz Cube preocupada. – E os meus pais vão chegar tarde a casa. Que faço?

  - Porque não dormes em minha casa? – Sugeri.

  - Tens a certeza? E os teus pais?

  - Eles hoje não estão.

  - Ok sendo assim agradeço. – Um pouco mais aliviada.

Cube achou a minha casa muito acolhedora.

  - Fica á vontade. – Disse. – Vou ver o que há para comer. – Indo á cozinha.

  - Ok. Hum... Soda? Achas que posso tomar um banho? – Com alguma hesitação.

  - Claro que podes fica a vontade, as tolhas estás penduradas lá na casa de banho usa a que quiseres, só mais uma coisa. – Correndo até ao meu quarto. – Utiliza estas roupas lavadas.

  - Obrigada. – Levando-as consigo.

Abri o frigorífico, ouvi o barulho do chuveiro a deitar agua. Comecei a pensar que talvez está fosse a minha oportunidade de lhe confessar os meus sentimentos a ela.

  - Então qual é o jantar? – Diz Cube á porta da cozinha.

Voltei-me para ela e comecei a rir-me pois ela pois as minhas roupas ficavam-lhe muito largas.

  - Estou assim tão mal?

  - Não nada disso, Cube apenas acho engraçado nada mais.

Ela também riu-se passado um bocado. Jantar-mos e conversamos ao mesmo tempo que via-mos TV, foi muito aproveitador, porque já á muito tempo que não tínhamos uma conversa entre nós os dois. O tempo voou com uma grande rapidez, pois o relógio já marcava quase meia-noite.

  - Já é assim tão tarde? – Diz Cube surpreendida.

  - Talvez seja melhor irmos deitar-mos.

  - Tens razão, a onde durmo? – Olhando-me para mim.

  - Fica no meu quarto, eu durmo aqui no sofá.

  - Tens a certeza? Olha que não me importo dormir no sofá.

  - Na, boa Cube.

  - Ok então boa noite.

  - Hum Cube....- Chamei-a.

  - Sim? – A espera da minha resposta.

Fez-se algum silencio entre nós algum tempo.

  - Passa-se alguma coisa Soda? – Ficando preocupada.

  - Não, apenas que tenhas uma boa noite.

  - Igualmente. – Sorrindo-se para mim.

Cube saio da sala, eu apenas pôs a minha mão no rosto, porque tinha desperdiçado uma oportunidade de lhe dizer o que sinto por ela.

  - Bolas!!!! – Atirando a almofada do sofá para o chão.

O sono custava a vir mas lentamente veio, quando estava quase a ir para o sono profundo oiço um choro, levantei-me pois provinha do meu quarto fui até lá.

  - Cube? – Batendo á porta. – Estás bem? – Esperando a sua resposta.

  - Sim, entra.

Vi Cube sentada á beira da cama de costas para mim.

  - Estás bem? O que se passou? – Fechando a porta do quarto.

Cube volta-se para mim.

  - Apenas recordei-me de Clutch.

Aproximei-me dela sentando ao lado dela, não conseguia vê-la a sofrer desta maneira.

  - Cube...- Olhando para ela um pouco serio. – há algo que tenho que dizer-te.

  - Que se passa?

  - Já algum tempo que eu... – Hesitando. – apenas não quero ver-te a sofrer assim.

  - Eu sei que preocupas-te comigo....

  - Cube eu...- Interrompendo-a determinado. – ...gosto de ti!!!

Ela olhou-me surpreendida, pois não estava á espera da minha confissão.

  - Soda eu... – Olhando para chão a pensar no que iria dizer a seguir. – ...eu não sei o que dizer, mas... – Olhando para mim um pouco seria. - ...eu... – Levantando-se ficando de costas para mim.

  - Cube apenas dá-me uma chance. – Levantando-me da cama.

  - Soda!!! – Voltando-se para mim. – As coisas não funcionam assim dessa maneira, eu ainda tenho sentimentos pelo Clutch, e não seria justo para ti.

  - Não quero saber.

  - Soda... – Desapontada com a minha resposta. – Desculpa-me mas eu não vou prosseguir mais estava conversa. – Deslocando-se para saída do quarto. 
 
No momento em que ela ia abrir a porta eu impeço-a de abrir.

  - O que estás a fazer? Deixa-me ir!!! – Voltando-se para mim irritada.

Encurralo-a entre os meus braços, olhando-a com os olhos semicerrados.

  - Deixa-me ir!!! – Tentando sair.

Agarro-lhe no queixo, passando ligeiramente o meu polegar nos seus lábios, surpreendendo-a. Aproxime-me do rosto dela lentamente, ela empurrava-me de maneira a impedir-me de avançar.

 - Não o faças Soda... – Implorando, toda encolhida.

Nem o implorar dela impediu-me de continuar elevei o seu queixo contra a vontade dela.

  - Pára Sod....

Envolvo meus lábios com os dela impediu-a de acabar a frase. Ela debatia-se contra mim tentando escapar-se, mas eu não deixava, até que ela parou de o fazer. Ao afastar-me os olhos dela vertiam pequenas lágrimas.

  - Cube?!- Surpreendido. – Eu... – Querendo acariciar-lhe o rosto, ela apenas virou o rosto para lado.

Sentia-me um idiota chapado naquele momento, tinha deitado todo a perder por causa dos meus estúpidos ciúmes.

  - Cube, olha eu...

  - Por favor vai-te embora. – Sentado-se á beira da cama.

  - Ok. – Decepcionado comigo mesmo.

Deitei-me no sofá é claro que não dormi nada por causa do que tinha acontecido.

De manhã, nós os dois não trocamos uma única palavra entre nós, até posso que o ambiente estava um pouco pesado, de qualquer forma tinha de dizer algo para acabar com aquele ambiente.

  - Cube – Iniciei. – quero pedir-te desculpa por causa de ontem. – Olhando para ela sentada a tomar o pequeno almoço. – Estou mesmo arrependido pelo o que fiz. – Baixando a cabeça.
Cube demorou algum tempo a dar-me uma resposta.

  - Eu perdou-te, Soda. – Com os olhos semicerrados.

  - A serio?

  - Sim.

  - Obrigada. – Dando-lhe um sorriso.

  - Eu também tive alguma culpa do que aconteceu. – Com os olhos semicerrados para mim. – Eu nunca de disse mas já algum tempo desconfiava que tivesses sentimentos por mim.

Olhei-a um pouco surpreendido.

  - Eu devia ter falado contigo. – Com ligeiro sorriso. – Aquilo que queres de mim eu não posso dar-te, porque eu apenas vejo-te só como um grande amigo.

  - Compreendo eu não quero perder a nossa amizade por causa do que aconteceu.

  - Eu também não. – Pondo a mão dela em cima da minha. – Queres fazer uma promessa?

  - Sim.

Ela amostra-me o seu dedo mendigo e eu o meu, envolve-mos os nossos dedos e Cube diz em voz alta.

  - Este laço especial que criamos, nunca será quebrado aconteça o que acontecer.

Depois de acabar-mos de comer fomos os dois juntos para escola, no portão Clutch esperava por alguém com alguma preocupação, ao ver-nos veio logo ter connosco, mais concretamente com Cube, este pediu-lhe o seu perdão, mas é claro que ela só o perdou-lhe após vários dias depois. Começamos outra vez ir juntos para casa mas com Clutch presente. A única coisa que podia fazer por ela era zelar pela sua felicidade junto a Clutch. Cube sempre me disse que mais cedo mais tarde iria encontra a rapariga ideal, mas até agora isso nunca aconteceu, apesar de ter namorado outras raparigas, Cube será sempre aquela rapariga que ficara no meu coração.

  - E agora como te sentes? – Diz Boogie com os braços cruzados.

Eu conheci Boogie quando fui para faculdade. Ela conhece o meu historial com Cube, já que foi eu quem lhe contei tudo.

  - Agora estou melhor.

  - Ei Boogie podes vir aqui um momento? – Diz Jazz.

  - Ok já vou. – Respondendo-lhe. – Venho já.

O silencio invadio o meu redor.

  - Soda? O que fazes aqui sozinho?

  - Cube? – Voltando-me para ela.

  - Estás bem? – Preocupada com os olhos semicerrados.

  - Sim, eu já sabia que este dia iria chegar mais cedo ou mais tarde.

Cube nada disse apenas agarrou-me as mãos.

  - Eu quero que sejas o meu padrinho de casamento, Soda.

  - O quê?!

  - O meu padrinho de casamento. – Olhando para mim com sorriso. – O que dizes-me?

  - Claro. – Com ligeiro sorriso.

  - Obrigada.

  - Parabéns Cube. – Felicitando-a com abraço.

  - Agradeço teu gesto. Vamos ter com os outros. – Levando-me pela mão.

Também felicitei Clutch com abraço. O dia do casamento não tardou em chegar, Cube estava linda parecia um anjo com aquele vestido branco angelical, na festa do casamento tive a oportunidade de dançar com ela, a felicidade que emanava preenchia todo o rosto dela e isso bastava-me para também ficar feliz. Após eles terem partirdo para noite de núpcias eu e Boogie fomos os únicos a ir para “The garage” para relaxar um pouco.

  - Cube estava linda. – Diz Boogie olhando o céu nocturno.

  - É verdade, estava tão feliz. – Deitando-me num dos sofás que lá havia com ligeiro sorriso. – E isso basta.

  - Definitivamente és um amigo especial. – Olhando para mim.

Nada disse. O telemóvel de Boogie começou a tocar, ela fez logo cara de enterro pois era o chato de Garam no ver dela.

  - Ok, já vou ter contigo. – Desligando, sem grande entusiasmo. – Agora quer vá vê-lo a dançar, meu deus. – Com a mão na cabeça. – Bem tenho de ir, ficas bem sozinho?

 - Sim não te preocupes, vai lá.

As estrelas que pintavam o céu noturno brilhavam alternadamente, é verdade que podia ter deixado de ser amigo de Cube mas acho que isso seria um pouco infantil da minha parte, aliás também não é o fim do mundo de não ter sido correspondido por ela, porque o que nos uni-o primeiramente foi a nossa amizade e isso é algo que permanecerá até ao últimos dias da nossas vidas.

O que sinto quando acabo uma fic?


Como todos nós sabemos o que tem inicio tem de ter um fim, verdade? É um pouco triste mas é assim.

Ainda me lembro de como “nasceu” a fic, estava eu quase a dormir já com os olhos bem fechadinhos, quando no meio do nada começo a fazer perguntas a mim mesma começando todas com “o que” e é claro que no dia seguinte já estava a escrever as perguntas no PC. Muitas das perguntas que pensei queria que tivessem uma resposta cómica.

É verdade que vou ter algumas saudades de escrever esta fic, mas no final é sempre bom saber que consegui fazer um bom trabalho (no meu ver), apesar das demoras nas postagens.

Na minha opinião escrever uma fic é algo que nós da liberdade para fazer o que quisermos no nosso mundo do imaginário, e com isto a recta final do capitulo aproxima-se, quero agradecer a todos aqueles que acompanharam-me desde da primeira pergunta até á ultima.

E acho que é tudo, meus amigos um BIG KISS a todos e um breve adeus.    
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Capitulo Anterior

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Epilogo - ....But a Beginning of Another


Hoje faz três anos desde da tua morte. Foi um pouco difícil ao inicio de acordar todos os dias sem ter a tua presença ao meu lado, mas tenho aguento bem, desde então tenho permanecido no grupo do Shane e é que claro que voltei ao meu antigo “eu”.

Shane contou-me que não pode trazer o teu corpo até ao acampamento, porque dificultaria o salvamento. Mas contudo eles fizeram uma sepultura em tua homenagem, foi lá que passei várias tardes e noites a olhar-te a pensar em tudo que tivemos e o que iríamos ter.

O grupo em si não é mau de tudo, isto porque já não tenho de fazer de vigia durante a noite, quem o faz é Dale um velho homem que usa um chapéu de pescador na cabeça, as mulheres do grupo também são simpáticas, mas por vezes um pouco chatas, duas delas têm filhos o Carl e Sophia, Lori é a mãe de Carl e penso que anda com Shane e Carol é a mãe de Sophia e mulher de Ed. Foi ela quem me tratou enquanto tive inconsciente, é claro que o marido dela não gostou muito disso. As discussões entre os dois lembravam-me sempre de quando os meus pais as tinham também, o que não gostava, como nada podia fazer, afastava-me simplesmente.

Foi numa tarde enquanto as mulheres lavam as roupas na margem do rio, que Ed teve um ataque de fúria e agrediu Carol á minha frente, é claro que intervir dessa vez porque nunca fui a favor da violência em mulheres, mas foi Shane quem o meteu na ordem, Carol agradeceu-me timidamente.

Dias depois chegaram mais sobreviventes eles disseram que vivam de Atlanta, lembrei-me logo do meu irmão, por isso perguntei-lhes por ele. Rick foi quem respondeu-me dizendo que ele tinha ficado preso no terraço do prédio por descuido. É claro que quis logo ir salva-lo, Rick, Gleen e T-dog acompanharam-me na missão, quando chegamos lá, o que foi um dia a esperança de ter uma vida normal, não passava de um sonho aquele sitio era igual a todos os outros, infestados de mortos. Para minha supressa ele já lá não estava no terraço do supermercado, apenas só um rasto de sangue. É claro que fiquei um pouco chateado por não encontra-lo, mas tinha a certeza que ele estaria bem.

Numa noite sem aviso todo grupo foi surpreendido pelos mortos, muitos do grupo morreram nessa noite. Por isso tivemos que procurar um novo local para o grupo.

Desde que Sophia desapareceu entre os bosques, ficamos acampados na quinta de Herschel, porque infelizmente Carl havia sido alvejado no peito.

Desde então a minha função no grupo foi tentar encontrar Sophia. Nunca houve um dia em que não fosse á procura dela. Não sei bem porque o fazia, mas consequência disso eu e Carol conseguimos estabelecer uma ligação, não de romance mas de amizade. Eu de alguma forma conseguia pôr-lhe um leve sorriso nos lábios dando-lhe esperança de que Sophia estaria bem. Às vezes ela perguntava-me se não era melhor desistir de tudo, porque ela tinha receio de eu morresse durante a busca, é claro que ficava zangado com essa atitude dela, mas no final de cada dia da busca, ela esperava-me sempre na esperança que volta-se vivo ao acampamento e que trouxesse Sophia comigo. Essa ação dela relembrou-me de quando tu esperas-te Jiro quando partiu com Lois.

Numa das busca que fiz ia quase morrendo, mas não aconteceu, nessa noite Carol perguntou-me o porquê de arriscar assim tanto a minha vida á procura de Sophia já que não era o meu dever. Apenas respondi-lhe que não tinha nada melhor para fazer, mas na verdade o que queria era vê-la feliz. Agradeceu-me dando-me um beijo na testa. Mas o desfecho que Sophia teve não foi aquele que esperava, o que deixou-me muito revoltado, e frustrado e por causa disso comecei a descarregar em cima de Carol, bem como no grupo.

Numa das vezes Rick e Shane foram á cidade e trouxeram consigo um sobrevivente que fazia parte de outro grupo do género de Lois. Fiquei logo á alerta, porque não queria reviver outra vez o momento de quando salvei-te. Mais uma vez os mortos surpreenderam-nos, por isso tivemos que deslocar-nos para outro sitio seguro. Foi eu quem salvou Carol de ser comida pelos mortos nesse noite, levei-a para um lugar seguro com a minha mota, aquela sensação dos seus braços envoltos á minha cintura lembraram-me de ti e de certa forma fez-me abaixar um pouco a minha arrogância que tinha para com ela.

Cada vez o futuro do grupo é incerto, isto porque Rick e Shane tiveram desentendimento, e consequência disso Shane foi morto. Na minha opinião penso que agora não era a melhor altura para separamo-nos. Mas sabes uma coisa Tsubaki desde que eu e Carol estabelecemos aquela ligação, tenho andado mais atento e preocupado com ela. Não sei se é amor, mas....

  – Daryl? – Atrás de mim.

  – O que se passa? – Voltando-me para ela.

  – Não queres vir comer com o resto do grupo? – Dando um ligeiro sorriso.

  – Hum.... – Pensando á media que observava a camélia que tinha na mão.

  – Uma camélia? – Intrigada.

  – Sim. – Amostrando-a ela.

  – É aquela flor que não tem cheiro, certo?

  – Sim é verdade, mas como sabes isso?

  – Li num livro, mas eu não acredito muito nisso.

  – Ai não?

  – Sim, penso que todas as flores tem o seu cheiro especial.

  – Nisso tens razão.

Aquele doce e leve aroma que ainda emanava da pequena flor, é algo que nunca esquecerei até aos meus últimos dias.

  – Então queres vir, ou não?

  – Ok. – Arrumando a camélia.

Carol sorriu-se para mim satisfeita com a minha resposta. O entardecer que pintava a paisagem, era maravilhoso e de alguma forma nostálgico.

  – Vamos?

  – Sim.

Deus que guardas cada uma das suas almas,
Conceda-lhes um sono tranquilo e profundo,
Conceda-lhes também paz no seu eterno descanso,
Pois deixaram este mundo para trás, deixando cá a saudade no mundo dos vivos,
Por isso peço-te que deixes eles olharem por mim todos os dias,
Para que vejam-me a erguer a cabeça e caminhando em frente sem receios,
Todos os momentos que tivemos e que fizemos não desapareceram enquanto for vivo,
Só quando chegar a minha hora é que todo desvanecerá num segundo,
Mas até esse dia....
Serão as lembranças que me recordarão com alguma tristeza,
O nosso lindo sonho que tivemos um dia.

Deixando com saudades Tsubaki Lika e Júnior. 
 
FIM

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CAP 10 - The End of a Chapter....

Ficamos algumas semanas no spa, porque queria ter a certeza que Tsubaki recuparia bem dos hematomas que tinha pelo corpo, ponha-lhe pomada de manhã e á noite no corpo dela. Eu sabia que ela tinha uma certa vergonha em amostrar-me o seu corpo, por causa das nódoas negras.

  – Sabes que não precisas de ter vergonha comigo. – Passando-lhe a pomada pelas costas enquanto ela estava sentada á beira da cama.

  – Eu sei, mas.... – Envergonhada.

  – Eu amo-te mesmo com ou sem as nódoas negras, aquilo que sinto por ti nunca vai mudar.

  – Eu sei. – Agora com pequeno sorriso nos lábios.

  – Assim gosto mais. – Acabando a tarefa.

Tsubaki veste o robe ao levantar-se.

  – O que queres comer para o pequeno almoço?

  – O que quiseres é me indiferente.

  – Ok.

É claro que o nosso pequeno almoço foi apenas um snack e um sumo, mas é melhor que nada.

  – Quem me dera que o tempo parasse agora. – Diz Tsubaki acabando de comer. – Não me importava de viver o resto dos meus dias aqui no spa contigo, mas não podemos ficar. – Baixando a cabeça. – Verdade?

  – Não fiques assim, desde que estejas aqui comigo, para mim é suficiente. – Passando a mão pelo rosto dela. – Hoje partiremos á tarde.

  – Ok.

  – Prepara o que quiseres levar.

Nesse momento Tsubaki vai a correr para casa de banho com a mão na boca, já não era a primeira vez que isto acontecia. Será que o snack dela estava estragado? Passado um pouco ela regressa para junto de mim, perguntei-lhe se estava bem, ela disse que sim com a cabeça e começou a arranjar as coisas dela. Pelas janelas vedadas via alguns mortos a vaguear. Quando chegamos a Atlanta, começaremos uma nova etapa das nossas vidas.

  – Queres alguma ajuda, Daryl? Eu já terminei a minha parte.

  – Não é preciso.

  – Então o que queres que faça agora?

  – Por agora nada.

Tsubaki fez uma careta quando sentou-se á beira da cama, e eu ri-me.

  – Mas eu quero ajudar. – Diz ela um pouco chateada com os braços a envolverem os joelhos.

  – Vá não fiques chateadas, - Agachando-me até ela. – assim que chegar-mos a Atlanta, poderás fazer o que quiseres, combinado?

  – Ok, combinado. – Com leve sorriso nos lábios.

Agora foi a minha fez de começar a arrumar as minhas coisas, guardava os objetos que fossem útil para a viagem.

  – Daryl posso perguntar-te algo? – Com alguma hesitação.

  – Claro.

  – Gostavas de ter filhos?

  – O quê?!... – Surpreendido com a pergunta dela.

  – Desculpa, esquece a pergunta que te fiz. – Envergonhada.

  – Não é isso, é claro que gostava apenas nunca pensei no assunto, compreendes?

  – Oh!!! Ok.

  – Mas por que perguntas?

  – Oh!!! Por nada. – Com ligeiro sorriso, olhando para ventre.

Aquele olhar, aquele sorriso....

  – Tsubaki estás gravida? – Curioso.

  – Acho que sim. – Olhando para mim. – Naquela noite que envolvemo-nos acho que estava no meu período fértil e.....

O que está acontecer agora mesmo é verdade?

  – Queres sentir, eu sei que ainda não se nota nada mas... – Levantando-se.

Aproximei-me dela, passei a mão gentilmente no seu ventre, já se notava um pequeno volume, pôs-me de cócoras para poder encostar o meu ouvido ao ventre.

  – É o nosso filho Daryl.

A felicidade que preenchia-me era infinita, abracei-a dizendo-lhe que era o homem mais feliz do mundo, porque ter uma família era um dos meus objetivos que mais queria.

  – Oh Daryl – Rindo-se. – Pareces uma criança.

Nada disse, porque parecia que estava a sonhar, acordado. A hora do almoço aproximava-se.

  – É melhor ir ver o que há para comer, agora como por dois.

  – Ok, mas não te esforces demais.

  – Ok “paizinho”. – Num tom brincalhão.

Eu nunca foi pessoa de acreditar no karma ou no destino, mas agora começo acreditar que tais coisas existam. Desde do inicio do surto sempre pensei que não have-se maneira de voltar a ter uma vida normal, mas essa realidade já não está muito longe da verdade. O almoço passou-se naturalmente.

  – Sabes, és a primeira mulher que conhece o meu verdadeiro eu. – Pondo-lhe a mão por cima das suas. - Fazes-me feliz Tsubaki.

Os olhos dela encheram-se de felicidade. Antes de partirmos por procuração averiguei se a terreno está livre.

  – Anda vamos. – Saindo do spa.

Removi as folhas que ainda estavam em cima da mota e fizemo-nos á estrada, como da outra vez Tsubaki encostou a cabeça nas minhas costas. Os km que percorremos decorreram normalmente, sempre que passávamos por alguma casa abandonada, sentia sempre alguma tensão na minha cintura por causa da maneira como ela agarrava-me. Passávamos as noites dentro de carros abandonados, utilizávamos a mesma tática que eu e o meu irmão usamos da outra vez. Praticamente já tínhamos abandonado o estado de Kansas e agora entravamos no estado de Mississippi fomos até a Silver City aqui sem duvida alguma os mortos eram mais ativos, por isso íamos por atalhos ou então esperávamos que eles passassem.

  – Nunca tinha visto tantos mortos, em tão pouco tempo. – Disse Tsubaki receosa.

  – Não te preocupes eu protejo-te. – Determinado, agarrando a sua mão na minha cintura.

Por onde passávamos a paisagem mudava alternadamente para terreno de terra batida, casas rurais ou zonas industriais que existia na cidade.

  – Ouvis-te? – Pergunta Tsubaki.

  – O quê?

  – Outra vez o mesmo som.

  – Mas que som? – Intrigado.

  – Fecha os olhos e ouve com atenção.

Foi o que fiz, mas nada ouvia apenas o som do vento entre a velha fabrica de metais abandonada. Mas minutos depois oiço alguém a pedir ajuda.

  – Está alguém a pedir ajuda – Abrindo os olhos.

  – Não devíamos ir socorre-lo?

Não sei se era boa ideia, podia ser alguma armadilha.

  – Então o que fazemos? – A espera da minha resposta.

  – Talvez seja melhor ignora-lo.

  – Mas porquê?

  – Tenho receio que seja uma armadilha Tsubaki.

  – Pois.... mas mesmo assim devíamos ajuda-lo.

  – Mas Tsubaki!!! E se for um grupo como ao de Lois? – Chamando-a á razão. – Eu não conseguirei proteger-te se for um grupo grande.

  – Hum... – Pensando.

Suspirei porque não valia a pena contradizê-la. Ajudar os outros estava na personalidade dela.

  – Vá anda, – Desligando a mota. – mas não saias ao pé de mim, ok? – Pondo a arma de flechas automáticas ás costas.

  – Sim.

Entramos na fabrica, pelo chão estavam papeis espalhados por todo o lado, bem como armários caídos no chão, as salas de trabalho também estavam todas desarrumadas, avançávamos com máxima cautela. O pedido de ajuda que era cause inaudível lá fora, dentro da fabrica ouvia-se claramente, subimos as escadas de emergência até ao quinto andar, porque era aqui que ouvia-se com mais intensidade. O corredor do quinto andar era sombrio, porque a luz que o iluminava piscava infinitamente. Tsubaki agarrou-se ao meu braço porque estava com medo. Numa das janelas das salas de trabalho apareceu um morto de repente o que assustou Tsubaki.

  – Tem calma, ele não tem maneira de fazer nada contra nós. – Passando por ele naturalmente.

Andamos mais alguns metros pelo corredor até chegarmos a um gabinete aonde dizia “Dr. Halo” era claramente daqui que provinha o pedido. Abri a porta devagar, no chão havia um rasto de sangue, com meu olhar percorri o trio de sangue, até encontrar um homem sentado no chão coberto de sangue.

  – Mas aquele tipo não é o...... – Surpreendido.

  – THEO!!! – Tsubaki espantada.

Aproximamo-nos dele, estava gravemente ferido no abdómen.

  – O que aconteceu Theo? – Pergunta ela, vendo a ferida.

  – Tem... de .... sair .... daqui .... o ... mais.... rápido... – Advertido-nos.

  – Nem penses, não vamos deixar-te aqui. – Ajudando-o a levantar.

  – PÁRA!!!! – Detendo-a. – Ele... deve... estar .... a .... chegar .... vão-se..... embora.....

No corredor alguém aproximava-se.

  – Lois.... ele…. enlouqueceu.... de ..... vez.... – Ofegante.

A porta abriu-se e de lá entra Lois com olhar e sorriso malicioso já recuperado do ferimento que fizera-lhe á semanas atrás. Vinha acompanhado por mais dois rapazes.

  – Mas que agradável reencontro. - Rindo-se. – Ainda bem que puderam vir.

Eu pôs-me na defensiva, enquanto Tsubaki escondeu-se atrás de mim.

 – Foste tu quem fez isto? – Serio.

  – Sim. – Com a maior naturalidade do mundo.

  – Mas porque? Ele era teu amigo? – Pergunta Tsubaki chocada com a resposta dele.

  – Amigo?! Não digas parvoíces....eu apenas queria atrai-vos até aqui – Rindo-se. – Ele apenas foi uma ferramenta, ele nunca foi tão útil como agora. Ele sempre dizia que queria ser útil e aqui está!!!! Desejo realizado. – Olhando com frieza.

  – Monstro!!!! – Diz ela.

Como é possível que alguém seja tão frio.

  – Tu nunca irias compreender, no mundo real nunca pode ser eu mesmo tinha que usar sempre mascaras, como ser um filho perfeito e exemplar. Nunca tive liberdade, nunca podia ser autónomo em nada porque não deixavam-me. – Olhando para seu punho fechado. – Mas graças ao surto, agora posso fazer o quiser e o que apetecer-me sem que ninguém me chateei com comentário idiotas. – Dando uma gargalhada.

  – Enlouqueces-te de vez. – Disse.

  – Que importa agora sou livre.

Tínhamos de sair dali, o quanto antes. Demos um passo em frente.

  – A onde pensam que vão? – Apontando-nos uma arma. – A festa só ainda agora começou.
Tsubaki esconde-se ainda mais atrás de mim.

  – Tu agarra nela. – Diz a um rapaz. – E tu amarra-o com isto. – Passando uma corda ao outro rapaz.

É claro que dei luta, quando aproximaram-se de nós porque separaram-nos, mas Lois e o rapaz que estava ao pé de Tsubaki apontaram-lhe as armas á cabeça dela.

  – Eu não estou a brincar. – Ameaçando-me. – Vai para ali e põe-te de joelhos.

Foi o que fiz, ele amarrou-me bem os braços e retirou-me a arma de flechas, atrás da nuca sentia a aponta da arma de fogo. Á minha frente Tsubaki também estava a ser vigiada pelo rapaz ao seu lado.

  – Deixa-a ir é a mim que queres. – Disse.

  – Não sejas tão convencido. – Aproximando-se de mim. – Não és tu quem eu quero, mas sim ela.

  – O quê? – Não percebendo.

  – Sim, ela não deve lembrar-se de mim, mas nós já conhecemo-nos antes. – Olhando para ela.

Tsubaki olha-o espantada.

  – Lembras-te desta foto? – Caminhando em sua direção, tirando a foto do bolso.

  – Está foto!!!! – Observando atentamente. – Foi tirada na secundária.

  – Sim nesse ano ficamos na mesma turma. – Com os olhos semicerrados, sem qualquer malícia alguma. – Foste a primeira pessoa quem falou comigo e de quem fiquei amigo.

  – Amigo?! – Diz ela surpreendida. – Lois amigo que é amigo não faz estas coisas. – Irritada.

  – Mas tu não precisavas deles apenas de mim e só de mim.

  – Tu não estás bem!!! O poder de liberdade subiu á cabeça.

  – Talvez mas, foi por isso que não matei-te.

  – O quê?

  – Quando reencontrei-te daquela vez vi a oportunidade de recuperar outra vez a nossa amizade. – Passando a mão pelo rosto dela.

  – Já esqueces-te o que fizeste-me?! – Enxotando a mão dele.

  – Eu sei que descontrolei-me, mas quero remendar-me, prometo em não fazê-lo outra vez. Porque ficaremos juntos para sempre.

Aquela conversa da treta começava a deixava-me muito irritado.

  – Eu não quero, estar junto a ti. – Gritando-lhe.

Nesse instante Lois dá-lhe uma chapada com violência.

  – TSUBAKI!!!

Lois olha-me com raiva e vem ter comigo.

  – É por causa deste tipo, que não me queres, VERDADE!!!!? – Apontando-me a arma á testa.

  – Por favor Lois pára!!!! – Apavorada.

  – Assim seria fácil de mais. – Tirando a arma da minha testa e apontando-a a uma das minhas pernas. Sem hesitar dispara contra ela, a dor era agonizante, por isso tombei para frente dando um gemido.

  – DARYL!!!! – Preocupada.

  – Põe-no direito. – Dando ordem ao rapaz.

Sentia o sangue a jorrar da minha perna, bem como via uma enorme mancha á volta dela.

  – Sacana.... – Aguentando a dor.

  – Por favor Lois... – Com as lágrimas a saírem dos olhos.

  – A culpa é tua!!!! – Irritado com os olhos bem abertos para ela.

  – Afinal o que queres?

  – Quero ficar contigo.

  – Se ficar, deixas o ir embora?

  – Sim, claro ele nunca me interessou. - Agora no seu estado normal.

Na fabrica ouvia-se o som do vento entre cada compartimento.

  – Eu...

  – Não o faças, Tsubaki!!!!! – Interrompendo-a, continuando a resistir á dor.
 
  – Cala-te cabrão – Apontando-me a arma ao ombro.

Nesse instante dispara sobre ele e mais uma vez gritei cheio de dores.

  – Pára, eu fico contigo. – Aproximando-se dele.

  – A serio? – Baixando a arma.

  – Sim. – Abraçando-o.

  – Solta-o. – Ordenando ao rapaz.

Arrastei-me até á parede mais próxima, sentia o sangue a verter do meu ombro, por isso rasguei parte da camisola que tinha com a ajuda da navalha, envolvi parte do tecido na perna e no ombro. Tsubaki olhava-me com preocupada.

  – Finalmente – Abraçando-a. – vamos ficar juntos.

  – Sim.

  – Mas.... – Voltando-se para mim. -....eu não posso deixar pontas soltas.

  – Mas tu prometes-te. – Agarrando-lhe o braço.

Lois solta-se dela num movimento brusco, fazendo-a cair para o chão. O olhar dele mostrava determinação no que ia fazer. Seria o meu fim? Tsubaki apenas tapou os olhos com as mãos. A arma de Lois já estava na minha testa, engoli em seco.

  – Faz as tuas ultimas orações. – Prestes a pressionar o gatilho.

Fechei os meus olhos á espera que acaba-se rapidamente. O que se ouvi-se simplesmente naquele escritório foram apenas dois disparos, abri lentamente os olhos, os dois rapazes que acompanhavam Lois estavam estendidos no chão com buraco na testa. Mas quem? Olhei atentamente á minha volta, tinha sido Theo quem efetuou os disparos. No rosto de Lois a ira era visível, aproximou-se dele a todo o vapor e disparou várias vezes sobre ele sem dar hipótese a Theo. Após terminar bufava sobre o corpo inanimado dele, sem importar que Tsubaki aproxima-se de mim.

  – Fica com isto. – Amostrando-me uma arma de fogo, em tom baixo. – Vá, eu ajudo-te a levantar.

Enquanto Lois olhava agora fixamente para o vazio através da janela do escritório, Tsubaki ajudo-me a sentar numa cadeira que lá havia e tratou um pouco das feridas.

  – Se não posso ter-te, então ninguém pode. – Voltando-se para nós com rosto tudo ensanguentado, apontando-nos a arma. Afastei Tsubaki da mira dele e num rápido movimento disparo contra ele acertando-lhe no peito. Lois cai de joelhos olhando para o peito.

  – Impossível, mas como!? - Olhando para nós, caído estendido no chão.

  – Por fim acabou. – Disse abaixando a arma.

  – Daryl. – Abraçando-me.

  – Vamos sair daqui.

  – Sim.

Antes de prosseguir-mos ela mudou-me o curativo da perna e ombro com tecido da saia dela e pôs ás costas a arma de flechas automáticas. Caminhamos ao longo do corredor mas por pouco tempo, porque ouvimos um intenso ruído que aproximava-se de nós.
 
  – Merda!!! – Disse.

  – São os mortos. – Apavorada.

  – Entra já nessa sala!!!!

A sala mais parecia uma sala de comandos por causa dos computadores que tinha e um rádio. Tsubaki selou a porta de entrada com vários objetos que conseguia mover, escondemo-nos a um canto, pela primeira vez na vida rezei a deus para que saíssemos vivos deste imprevisto. Tsubaki encostou a cabeça no meu ombro bom.

  – Não te preocupes nós vamos sair desta.

  – Eu sei que sim...

Ouvimos eles a chegar ao corredor, Tsubaki fechou os olhos para não vê-los. O tempo de irem-se embora tinha convertido-se em eternidade. Também fechei os meus olhos, a única que vi naquele momento, foi a imagem de mim, da Tsubaki, do nosso pequeno e do meu irmão numa pradaria a onde a vegetação alta dançava ao sabor do vento, longe deste surto mortal. Foi um disparo vindo de lá fora que despertou-me do pensamento, talvez algum grupo de sobreviventes estive-se de passagem, mas graças a isso os mortos dissiparam-se.

  – Já foram? – Pergunta ela.

  – Sim. – Um pouco ofegante.

Tsubaki espreitou sorrateiramente pela janela, é claro o que vi-o no corredor surpreendeu-a.

  – Meu deus!!!

  – Ajuda-me a levantar, por favor.

  – Claro.

  – Temos de sair daqui. – Voltando-me para saída.

  – Mas Daryl, não estás em condições de conduzir.

Tsubaki tinha razão no que dizia.

  – Talvez pelo rádio alguém venha ajudar-nos, que achas? – Retirando a arma de flechas automáticas das costa, poisando-a sobre a mesa.

  – Não sei, mas... – Sentando-me numa das cadeiras ficando de costas para saida.

Nesse instante o rádio começa a emitir.

  – Se alguém estiver ouvir, responda. – Uma voz masculina.

  – Sim, estou ouvir e preciso de ajuda.

  – Ok, tem calma. Eu sou o Shane, diz-nos a tua localização.

  – Ok. Hum.... – Um pouco hesitante.

  – Não te preocupes, o meu grupo apenas quer salvar sobreviventes.

  – Ok.

  – Podes confiar em nós. – Agora uma voz feminina.

  – Nós encontramo-nos na parte industrial de Silver City, na fabrica de metais, no quinto piso na sala de comandos.

  – Ok, vamos a caminho. – Terminando a emissão.

  – Nós conseguimos Daryl. – Diz Tsubaki felicíssima. – Estamos a poucos passos de voltarmos a ter uma vida normal.

Não podia estar mais feliz com nosso desfecho. Agarrei na mão dela beijando-lhe as costas. O que interrompeu o nosso momento foi a expressão de terror de Tsubaki quando olhou pelas janelas da sala.

  – MORRAM!!!! – Em voz alta.

Está voz...impossível!!!! Como é que ele ainda esteja vivo. Nesse momento ouço vários disparos da arma dele e os vidros da janelas a quebrarem-se.

  – Cuidado Daryl!!!!

Em segundos ela põe-se na minha frente interceptando as balas com corpo dela acertando-lhe no peito. No meu rosto senti vários salpicos, não podia acreditar na cor deles. Sangue não pode ser... Ela cai no sobre o meu colo.

  – Tsubaki?! – Chamei-a.

  – Dar...yl....

  – AH!!!! AH!!!! – Rido-se Lois em voz alta.

Rangi furioso para ele, peguei na arma de fechas que estava sobre a mesa e em segundos uma das flechas aterra-lhe no peito dele no mesmo sitio a onde tinha sido baleado. Nada fez contra mim, apenas tombou para trás inanimado.

  – Tsubaki? – Poisando a arma outra vez sobre a mesa.

Ela abre ligeiramente os seus olhos.

  – Eu....

  – Não fales, não gastes energias. - Acariciando-lhe o rosto.

O tecido que tinha na perna tentei tira-lo á força toda para pôr nas feridas dela, para fazer pressão sobre elas.

  – Daryl. – Agarrando-me a mão impedido-me de continuar. – Podes fazer-me uma promessa?

  – Todas as que quiseres.

  – Prometes-te que tentaras ser feliz mesmo que não já esteja ao teu lado e que manterás a cabeça erguida, e que seguiras o que o teu coração se encontrares alguém especial. – Começando a ficar ofegante.

  – O que estás a dizer? Nós vamos sair desta e depois tudo voltara ao normal. – Serio para ela.

  – Apenas promete-me que cumprirás?

  – Sim prometo. – Pegando-lhe na mão.

  – Obrigada por tudo. – Com ligeiro sorriso.

Beijei-lhe a testa, com lágrimas começaram a cair-me dos olhos, aquilo que havíamos construirmos juntos, desmoronou-se tudo num segundo.

  – Amo-te. – Passando levemente os meus lábios nos dela.

  – E eu a ti.... – Já com a voz a falhar.

Através dos seus olhos conseguia ver a alma dela a desvanecer-se por cada minuto que passava.
 
  – Vai correr todo bem. – Beijando-lhe outra vez a testa.

Ela eleva a sua mão até ao meu rosto, limpando ligeiramente os meus olhos, antes de fechar os seus olhos por completo dá-me o ultimo sorriso dela naquele momento.

  – Tsubaki?! NÃO! Resiste!!!

Nesse momento a mão dela cai morta no chão.

  – Tsubaki?!?! – Abanado-a ligeiramente uma e duas vezes, neste momento que apercebi-me que ela já não iria abrir mais os olhos. – TSUBAKI!!!!!! – Aconchegando-a a mim em lágrimas.

Não sei ao certo quanto tempo passou desde da morte dela, o silencio era o único que me fazia-me companhia. O tempo de espera pelo grupo que nos contactou parecia uma eternidade. Começava a dar sinais de cansaço por causa de ter perdido sangue, mas também já não reagia a nada, somente olhava para chão sem destino porque ainda não acreditava, que a mulher de eu amava verdadeiramente tinha abandonado este mundo.

Os meus olhos também começavam a pesar-me, por um lado queria desistir de tudo mas por outro a promessa que tinha lhe feito é o que mantinha-me acordado. Cá fora algum tempo depois oiço passos rápidos de alguém, deduzi logo que fossem humanos. Pelas janelas partidas vi quatro pessoas.

  – Meu deus.... mas o que aconteceu aqui? – Uma voz feminina. – Este aqui não se safou.

  – Há mais dois dentro da sala. – Uma voz masculina.

A minha visão começou a ficar desfocada ás vezes fechava os meus olhos durante alguns segundos, por isso não acompanhava o que faziam.

  – Então? – Diz o homem.

  – A mulher não consegui safar-se. Mas este aqui ainda está vivo apesar de ter pulso fraco.
Senti a removerem o corpo de Tsubaki do meu colo.

  – Tsubaki... – Em murmuro já sem reação.

  – Não te preocupes vamos tira-te daqui.

Antes de desmaiar pedi-lhes se podiam também levarem o corpo de Tsubaki com eles, lembro-me que nada disseram. A única pergunta que rondava a minha mente naquele momento era com este fim inesperado, seria possível eu recomeçar tudo outra vez de novo?

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nos 95% para conclusão de "Tiny Memories"



Meus caros leitores os cap 10 e 11 de "Tiny Memories" já estão escritos, agora só falta revisa-los. Já falta pouco tempo para fim desta linda "Fic" que tanto adorei escrever ^^

Apenas peço a vocês que tenham um pouco mais de paciência, ok? ^_^


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