sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Algumas Ideias para Fic's

Memories of a Fighting Dog

Fic Info: Conta a vida de um cão de raça pit bull que outrara teve uma familia antes de ser raptado por homens que fazem lutas de cães ilegais. Mas tambem conta como escapou dessa vida e da longa viagem de regresso ha sua familia e os seus ultimos dias. 
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Bloody Diary

Fic Info: Varios relatos de jovem rapazes e raparigas normais como outros jovens quaisquer, mas só que estes mostram a sua verdadeira natureza por debaixo de um rosto angelical, contando em detalhe cada crime que cometeram (seja violacão, tortura, mutilacao, degolar etc.)

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She Now Is a He


Fic Info: Conta a vida de um casal que no dia anterior tiveram uma discusão por causa da rapariga um pouco mimada e criança de mais, esta tranca-se no quarto e acaba por adormeçer. No dia seguinte esta descobre que agora é um este, e por causa disso ela terá de lidar com a consequencia dessa mudança.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Capítulo 02

Acordei lentamente do meu sono, o movimento do hospital era menor em comparação há tarde de ontem. Uma das enfermeiras foi ter comigo lá ela traz-me as minhas roupas para eu vestir-me. Cá fora o sol convidava-me a sair do hospital, é claro que estou um pouco triste de que o Bryan não tenho vindo buscar, mas eu compreendia o motivo dele. 

Em casa tomei o meu pequeno almoço com calma, já que hoje não irei ás aulas para poder recuperar por completo.

Para aproveitar o tempo da melhor maneira, peguei nos livros de anomia humana para começar a ver os nomes dos músculos e ossos mais esquisitos que lá haviam. Também tirei apontamentos resumidos das funcionalidades de cada músculos e ossos que temos no nosso corpo humano. 

O que mais queria era tirar um boa nota nestes exames, alias um dos meus objetivos é terminar o meu curso logo há primeira vez, vamos haver como corre.

Depois de almoçar ligaram-me do trabalho a perguntar se hoje podia ir trabalhar há noite no restaurante, já que era dia de folga para mim. Eu respondi-lhes que sim que não havia problema algum. Também tive de ir há rua comparar alguns produtos alimentares que tinha em falta em casa.

Quando cheguei da rua e enquanto arrumava as compras o meu telemóvel tocou eram as minhas colegas de treinos.

– Claire como estás? Nós já soubemos o que aconteceu. - Preocupadas.

– Eu estou bem agora, não se preocupem foi só um susto. - Rindo-me.

– Pois, mas nós ficamos muito aflitas.

– Percebo mas agora estou bem e isso é o que interessa.

– Amanhã vens há faculdade?

– Sim.

– Ok, as melhoras e até amanhã.

– Até amanhã. - Desligando.

Até há hora de sair para o trabalho continuei a estudar, ainda fiquei há espera que Bryan telefonasse-me, mas esse telefonema nunca veio o que entristeceu-me um pouco. Ainda me pergunto se ele quer mesmo recuperar a nossa relação. Pelas horas do relógio da sala estava na minha hora de saída. No restaurante o movimento era intenso, para não falar do stress que pairava no ar. As longas hora do meu turno demoram a passar, mas passaram, sentia-me um pouco cansada quando sai de lá.

Na rua não havia muito movimento por ser tarde, por isso fui para casa com a máxima cautela e atenta, ao meu redor. Quando estava quase a chegar a minha casa vejo um grupo de três indivíduos que falavam entre si e ao mesmo tempo olhavam para mim, por isso comecei acelerar o passo, o que não contava é que eles apercebessem da minha jogada.

– A onde vais com tanta pressa, boneca? - Encurralando-me entre os amigos deles.

– Por favor deixem ir. - Apavorada, com olhar sobre o chão. - Eu não tenho nada.

– Já? Agora que íamos divertir um pouco. - Afastando o meu cabelo do rosto e passando a mão por ele com sorriso malicioso.

Nesse instante afasto a mão dele com um pouco brusquidão e ao que parece o rapaz não gostou muito.

– Ei!!! O que pensas o que estás a fazer? Nós aqui estávamos a ser simpáticos e assim que reages para connosco? - Agora agarrando o queixo com violência. - Se quiseres também podemos ser mauzinhos contigo. - Passando agora a mão nos meus seios, por cima da camisola.

– Por favor pára. - Encolhendo-me um pouco.

– Mas porquê? Agora que estamos aquecer.

Eles começaram a tocar-me cada vez mais nos meus seios por cima da minha roupa, bem como nas minhas partes intimas por cima das calças.

– Parem!!!! Por favor!!!! - Tentando com que eles parassem.

Num das tentativas de fugir a eles, eu consegui escapar-lhes e com isso comecei a correr a toda velocidade.

– Então baby? Vais já te embora? Logo agora que começamos a ter uma certa química. - Começando a correr atrás de mim.

É claro que eles pegaram-me em minutos, e com isso cai no chão, aquele que me tocou nos seios ficou por cima de mim.

– Ei tu, agarra os braços dela. - Ordenando.

E assim fez ele e o outro agarrou-me nas pernas.

– Por favor, não!!!! - Já com as lágrimas a saírem dos meus olhos.

– Não te preocupes isto vai acabar rápido, se fores uma boa menina. - Tirando a navalha do bolso dele. - Comecemos. - Rasgando a minha camisola com a navalha ficando com soutien há mostra.

– ALGÚEM QUE AJUDE-ME!!!! ALGÚEM!!! - Desesperada.

O rapaz que prendia-me as mãos tapou-me a boca para ninguém ouvir os meus gritos. Em lágrimas debatia-me contra o rapaz que estava em cima de mim, pois sentia nojo dos beijos dele na minha pele e nos meus seios despidos. Os que assistiam apenas davam pequenos risos. Fechei os meus olhos o cansaço acabou por vencer-me por completo. Alguém..... por favor..... que me ajude. 

Nesse momento ouço passos rápidos de alguém aproximar-se de nós, abro de novo os olhos lentamente.

– Soltem a rapariga. - Num tom serio.

– Quem pensas que és, verme. - Diz o rapaz que estava cima de mim levantando-se com cara de poucos amigos. 

Não acreditava nos meus olhos era Dylan. 

– São surdos ou quê? Eu disse para soltarem a rapariga. - Num mais brusco.

Os três rapazes soltam-me e aproximam-se de Dylan com agressividade com as navalhas na mão para intimida-lo, mas o que não contavam é que ele tivesse uma arma de fogo com ele e por sua vez a pontada há cabeça do rapaz que ia violar-me.

– Tem calma meu, nós vamos embora, sem stress. - Apavorados.

E assim fizeram e Dylan aproximou-se de mim preocupado é claro que encolhia-me toda tapando os meus seios.

– Não te preocupes - Tirando o casaco dele, pondo em cima de mim. - agora estás a salvo. - Agachando-se até mim.

Eu apenas agarrei o braço dele com a mão a tremer e com as lágrimas a saírem-me dos olhos. Ele abraça-me com delicadeza tranquilizando-me.

– Tem calma – Acariciando-me o cabelo com cuidado. - eu disse-te quando precisasse novamente de mim, eu estaria ao pé de ti, não foi? - Com sorriso. - Vá anda eu acompanho-te até casa. - Levantar-me do chão.

Em casa Dylan sentou-se no sofá enquanto eu fui tomar um banho quente, para tentar esquecer o que tinha acontecido há minutos atrás. Depois disso, sentei-me no sofá toda encolhida envolvendo as pernas com os meus braços.

– Não queres comer nada?

– Não obrigada. - Num tom baixo.

– Tens a certeza? Olha que fiz aqui umas boas sandes de queijo. - Tentando animar-me um pouco.

– Sim tenho.

Na mesa pequena de vidro ao pé da tv vi a arma de fogo e fiquei intrigada.

– Boa imitação, não? - Olhando para mim. - Encontrei-a no lixo das redondezas.

– Obrigada por teres salvo novamente. - Ainda encolhida.

– Não tens de quê. - Levantando-se do sofá pegando no casaco e num prato com uma sandes. - Se depois tiveres fome – Pondo prato em cima da mesa de vidro. - tens aqui. - Vestindo o casaco. - Penso que agora ficaras bem, Claire. Adeus.

No momento em que ele abriu a porta da entrada, eu levanto-me do sofá até ele com rapidez, agarrando o braço dele.

– O que se passa Claire? - Voltando-se para mim.

– Por favor não vás. Eu não quero ficar sozinha. - Começando a minha mão a tremer no braço dele. - Por favor.

Ele agarra a minha mão com delicadeza e dá-me um sorriso

– Ok, mas eu fico até adormeceres, ok?

– Ok.

No quarto fui buscar dois cobertor para tapar-mos, via-mos tv sem grande interesse.

– O Bryan fui buscar-te ao hospital?

– Não, ele hoje não pode.

– Hum... Estou haver.

– O nosso relacionamento já não é o que era. - Aconchegando-me ainda mais ao cobertor. - Eu ainda não percebo muito bem o porquê de ele ter-me traindo com uma caloira do primeiro ano. Nessa altura íamos fazer três anos de namoro. Foi ele quem pediu para começarmos de novo, mas desde então o Bryan que conheci, já não é o mesmo. É um pouco triste sabes que o nosso final final esteja um pouco longe de nós.

Dylan nada disse apenas continuou a ver tv assim como eu, o som da tv quebrava o silencio da casa. Não tenho a certeza mas acho o que estava a dar na tv era uma serie policial qualquer, mas também com o cansaço que tinha não demorou muito o sono vir, encostei a minha cabeça no sofá, mas lentamente ela começou escorregar para lado direito, até algo quente e macio a deteve de cair.

O aroma que preencheu as minhas narinas era agradável, não sei ao certo que o que tipo de aroma era, mas gostava do que sentia. Acho que já senti este aroma dantes, mas não me lembro onde? 

– Agradável aroma... - Em murmuro.

Senti algo quente na minha cabeça que acariciava-a com delicadeza, como é reconfortante, aquele medo que se tinha apoderado-se de mim há horas, agora era menor sentia-me mais tranquila com a presença de Dylan.

Acordei com toque do meu telemóvel, levantei-me do sofá pois estava deitada sobre ele ao comprido. Olhei em volta da sala mas Dylan já não estava e meu telemóvel continua a tocar, peguei nele não reconheci o numero.

– Sim?

– Então dormis-te bem?

– Dylan?! - Surpreendida. - Como tens o meu numero? - Intrigada.

– Depois de teres adormecido vi o teu telemóvel em cima da mesa da cozinha e achei que não te importarias. - Com riso matreiro.

– Não, mas--

– Ótimo. - Interrompendo-me. - Olha eu estou a ligar-te porque acho que posso ajudar-te na tua relação com Bryan. E pensei se não queriam vir passar um fim de semana na minha casa de ferias em Islesboro.

– Em Islesboro?

– Sim, lá tens floresta, beira rio e todo o ar puro da natureza.

– Acho uma ótima ideia. - Com sorriso. - Vou falar com Bryan, mas a partida terá de ser depois da semana dos exames. - Advertindo-o.

– Claro.

– Hum....

– O que se passa?

– Não é nada, esquece. - Desistindo de prosseguir com frase.

– Claire, achas que posso pedir-te um favor?

– Qual é?

– Posso passar a próxima semana ai em tua casa? É que o senhorio do meu prédio onde moro quer fazer uma desinfestação completa ao prédio e não tenho teto para dormir nesse período.

– Sim claro, eu também andarei ocupada com os estudos por isso, não há problema.

– Agora é a minha vez de agradecer. Obrigada.

– E vens quando?

– No final da semana.

– Ok. E obrigada por ontem a serio.

– Não tens de quê. Adeus Claire. - Desligando.

Ainda nem acredito que Dylan vai levar-nos de fim de semana a Islesboro. Desde de pequena sempre adorei o convivo-o com a natureza, a minha mãe sempre que podia levava-me acampar o que amava. Ouvir os sons da natureza há noite é que mais gostava de fazer, tomei o pequeno almoço com largo sorriso nos lábios. As aulas da manhã correram muito bem, como estamos a escassas semanas dos exames não havia treinos de natação durante esse período.

Pelo caminho de casa veio-me há lembrança do que aconteceu-me na noite passada, talvez não conte o que aconteceu–me a Bryan, não quero preocupa-lo. Em casa eu ligo a Bryan e conto-lhe o que Dylan disse-me, é claro que ele começou a protestar por ter contado algo assim sobre nós a ele, mas não liguei muito ao que dizia.

– Compreendo. Mas podes vir ou não? É para o bem da nossa relação.

– Ok, ok. - Suspirando. - Vou ver se me dar o fim de semana depois da semana dos exames, mas em principio sim.

– Beijos.

– Beijos Claire. - Desligando.

É claro que também não contei-lhe que Dylan ia passar aqui uma semana, por que se já fez uma tempestade no copo de agua por ter contado um pouco sobre nós a ele, nem quero imaginar o que ele ia fazer se soubesse disto. Não que esteja a engana-lo ou algo parecido apenas estou ajudar um amigo.

Os dias passaram devagar até mesmo com a presença de Dylan em minha casa, a semana dos exames aproximava-se cada vez mais. Para dizer a verdade a presença de Dylan fez lembrar-me de quando eu e Bryan ainda tínhamos uma relação de amizade, nós íamos para casa dos meus pais os dois quando não estavam lá, passávamos tarde muito boas a ver filmes ou até jogar na consola, tenho umas certas saudades desse tempo.

Ele também ajudou-me a memorizar alguns nomes difíceis da anatomia humana, era engraçado o método que ele usava para ajudava-me a memorizar aqueles nomes esquisitos, o que roubava-me quase sempre um riso de vez enquanto, mas deu resultado sabia quase todos eles. Mais uma vez não me foi estranho o método que ele utilizou para roubar-me risos. Aquela sensação de já ter sentido antes agora rondava-me a minha mente deixando-me pensativa. Ele também ás vezes convidava-me para jogar cartas para descontrair um pouco dos estudos, para depois recomeçar de novo.

Dylan dormia no sofá bem confortável, não sei bem o porquê dos nossos caminhos terem cruzado, mas talvez seja coisa do destino, gosto da presença dele.

A semana dos exames chegou finalmente e todos nós os alunos estamos um pouco nervosos com isso. È verdade que esta semana demorou a passar mas acabou por passar e assim o fim de semana de sonho veio. Bryan dois dias anteriores ligou-me a confirmar com certeza a ida dele.

O nosso ponto de encontro foi no ferry de Lincolnville Beach, Dylan já lá encontrava-se a fumava um cigarro há nossa espera.

– Dylan!!! - Chamando.

– Claire. Bryan. Estão prontos? O ferry está quase a vir. - Com pequeno sorriso nos lábios.

– Sim. Eu adoro estar em contacto com a natureza. - Super ansiosa de lá chegar.

Bryan nada disse. Apenas olhava para relógio de pulso. O ferry nada tardou em vir a paisagem era linda, a densa floresta com a agua do rio a banha-la lembrou dos meus tempos de campista com a minha mãe. O cheio da natureza era agradável e o som do chilrar das aves selvagem era fantástico.

– Maravilhoso.

– Gostas da natureza? - Pergunta Dylan poisando os antebraços no parapeito de ferro.

– Sim. Eu quando era mais pequena eu e a minha mãe acampávamos, muito. - Com sorriso.

– E o teu pai não vinha com vocês?

– Não, ele e a natureza não se davam muito bem, se me faço entender.

Ele deu um pequeno riso há minha resposta. Reparei que tinha deixado crescer um pouco a barba, até não ficava-lhe nada mal.


– E então e tu? Também gostas?

– Sim, para dizer a verdade eu nasci aqui.

– Estou haver. Então isso quer dizer que os teus pais também moram aqui?

– Sim moram, mas.... - Um pouco serio olhando para as mãos.

Por causa da expressão seria dele não adiantei mais com a conversa, pergunto-me o que terá acontecido entre ele e os pais dele. Ao longe já se via terra.

– Vamos, já estamos a chegar. - Voltando-me costas, pondo as mãos nos bolsos das calças.

– Ok.

Fomos a pé até a casa dele já que era perto da estação do ferry. A parte exterior da casa era feita de madeira, o que fez lembrar-me as casas antigas, há volta dela tinha um pequeno cais.

– Se quiseres nadar podes fazê-lo. - Diz Dylan pondo-me a mão dele sobre o meu ombro.

– Ok.

O interior da casa era bastante acolhedora. Em comparação ao exterior o interior era um pouco mais moderno.

– Os quartos são lá em cima. Só há um senão não só existe um quarto individual. - Adverte Dylan.

– Hum... estou haver. - Pensando. - Mas não faz mal eu e o Bryan dormimos junto e tu dormes no quarto individual, não achas melhor assim Bryan? - Olhando para ele.

– Sim. Alias não fazia muito sentido dormires no sofá já que é a tua casa.

– Ok.

Desfizemos as nossas pequenas malas no quarto que tinha uma cama de casal, de seguida o telemóvel de Bryan toca e ele suspirou um pouco insatisfeito para numero que apresentava no ecrã.

– O que quererão agora estes. - Saindo do quarto atendendo o telemóvel. - Sim? 

Mas quem será? Será do trabalho? A única que ouvi dele era apenas “Sim”, “Ok” e “Hum..” por isso não consegui a saber ao certo. 

– Ok. - Suspirando. - Não te preocupes, eu faço isso. Adeus. - Desligando. - Estes tipos são incríveis. - Entrando de novo no quarto um pouco aborrecido.

– O que passou? - Um pouco preocupada.

– Foi do trabalho.

– Oh!

– O tipo que era para substituir-me este fim de semana está doente. - Suspirando. - E agora tenho que acabar o trabalho dele.

– Não te chateies. - Abraçando-o. - Respira fundo e pensa que este trabalho é mais um daqueles quebras cabeças que fazes nos jornais. - Olhando para ele.

– Assim farei. - Com sorriso para mim. – Obrigada pelo teu apoio. - Dando-me um beijo na testa.

– Olha eu vou dar uma volta lá fora para conhecer melhor o local.

– Ok, mas tem cuidado. - Tirando a portátil da mala.

– Eu vou com ela não te preocupes. - Dylan há entrada do quarto.

– Ok. - Ligando o portátil. - Divirtam-se os dois. - Já não muito interessado no que íamos fazer.

Dylan levou-me até ao pequeno cais que lá havia, quase conseguia ver o fundo.

– Queres pescar?

– Sim gostava, mas eu não sei pescar, por isso....

– Não te preocupes eu ensino-te.

– Sendo assim, ok.

Ele foi até a um velho barracão e de lá trouxe uma cana de pesca e um balde. Primeiro ele ensinou de como fazer em teoria e só depois explicou na pratica. 

– Vamos a isto. - Determinada.

Lancei a cana como Dylan ensinou-me, agora há que esperar o momento certo. Demorou uns bons quinze minutos o peixe a picar.

– Já picou!!! - Avisando Dylan.

– Ótimo. Agarra firme a cana e puxa. - Aproximando-se de mim.

– Ok, mas o peixe é forte de mais. - Puxando com todas as minhas forças.

No momento em que as minhas mão iam ceder Dylan agarra nelas ficando por trás de mim e ajuda-me a puxar o peixe e claro para ele foi fácil.

– Olha o só tamanho deste peixe. Enorme. - Satisfeito.

– Verdade. - Rindo-me.

Dylan põe o peixe dentro do balde e traz consigo até ás margem do rio ao pé do velho barracão.

– E tu vais voltar de novo para tua família. - Libertando o enorme peixe.

Achei o gesto dele muito bonito, olhei por momentos para as minhas mãos e depois para Dylan a maneira delicada de como ele agarrou-me as minhas mão foi algo que pôs–me a pensar durante algum bocado. O toque dele, já o senti antes, muito antes das vezes em que ele salvou-me, mas a onde? 

– Ei!!! Claire no que pensas? - Aproximando-se de mim intrigado.

– Em nada de especial. Olha aqui existe frutos silvestres?

– Acho que sim.

– Ótimo. O Bryan adora bolo de frutos silvestres. Eu estava a pensar em fazer um a ele.

– Deixa-me ir buscar a cesta ao barracão.

– Ok.

Depois de Dylan vir, ele levou-me para dentro da densa floresta, lá ele amostrou quais eram os arbustos dos frutos silvestres. Havia uma enorme quantidade para apanhar.

– Incrível. - Ainda surpreendida com as quantidade de arbusto há minha volta.

Pegava com cuidado nos frutos para não amachuca-los.

– Ei!!! Claire queres comer um fruto? - Amostrando-me.

– Pode ser, mas pode-se comer assim? - Aproximando-me dele.

– Claro que sim. Olha só. - Comendo um.

– Dylan!!!

– Não te preocupes. - Sentando-se num tronco que lá havia.

– Se o dizes. - Sentando-me ao lado dele.

– Toma. - Amostrando-me o fruto.

Ele aproxima o fruto da minha boca delicadamente. Eu abro a boca lentamente e ele introduz o fruto com cuidado, passando o polegar nos meus lábios.

– Então? É bom, não? - Com os olhos semicerrados para mim.

– Sim sem dúvida. Dylan posso perguntar-te algo?

– Sim claro.

– Afinal como sabias onde estava, naquele dia da piscina ou naquela noite? Por favor diz-me a verdade.

Ele dá um sorriso pequeno.

– Eu saí de casa quando tinha dezasseis anos, eu desde pequeninho sempre fui aventureiro já andei por toda a parte. Naquele dia que me encontras-te na rua foi porque fui assaltado uma vez e depois os outros que vieram iam fazer mesmo, mas já nada tinha comigo e por isso começaram a agredir-me.

– Estou a compreender.

– E por isso tive de arranjar um trabalho para conseguir dinheiro, nos meus tempos livres descobri que a faculdade de medicina tinha pavilhão aberto ao publico por isso ia lá e ás vezes via-te a treinar e naquela noite estava de folga e por acaso ouvi-te a pedir ajudar bem como naquela noite que foste ataca por aqueles tipos. Como vês eu não sou um anjo como chamas-te-me.

– Estou a ver. Mas foi graças a essa folga que não morri naquela noite - Com pequeno sorriso nos lábios.

– Para mim foste a primeira pessoa simpática que tive em toda a minha vida. - Olhando para chão.

– A primeira?

– Sim, normalmente as pessoas afastam-se de mim por causa da minha maneira de vestir, acham que sou má pessoa. - Agora a olhar para mim.

– Eu não acho isso. Se fosses uma má pessoa não tinhas salvo verdade?

– Acho que não. Queres mais um? - Amostrando outro fruto silvestres.

– Não obrigada. - Passando a minha mão com delicadeza no rosto dele. - Adoro o azul dos teus olhos. São como dois pequenos oceanos. - Observando-os.

Nesse momento os nossos olhares fixaram-se durante algum tempo, senti a mão de Dylan agarrar a minha mão, ele passou levemente os lábios dele na palma da minha mão, para depois passar para o meu pulso e depois para meu pescoço. Os beijos dele eram tensos mas ao mesmo tempo gentis e delicados, nunca ninguém tinha beijado-me assim tão desejadamente era difícil de resistir.

– Dylan o que estás a fazer? - Não percebendo a atitude dele e ao mesmo tempo espantada.

Ele pára e olha para mim durante algum tempo em silencio e a única que faz é sorrir-se para mim.

– A tua expressão é cómica.

– Cómica? - Não entendendo.

– A tua expressão de espanto.

– Oh! - Olhando para chão. - Dylan, eu não posso-- - Levantando-me ficando de costas para ele.

– Não te preocupes com isso. - Interrompendo-me. - Foi uma pequena brincadeira. - Levantando-se.

– Estou a ver.

– Vamos regressar? - Com as mãos nos bolsos

– Ok. - Voltando-me para ele de novo.

No regresso a casa ainda pensava no que ele vez. Uma pequena brincadeira diz ele.... Por vezes olhava para o rosto dele, e não consegui a perceber no que pensava por ser neutro. Em casa Bryan continuava a trabalhar, enquanto Dylan via tv e eu fazia o jantar. Há mesa eu e Dylan nada dissemos um ao outro. Levei o jantar de Bryan ao nosso quarto.

– Bryan tens aqui o jantar. - Pousando em cima da mesa.

– Ok, ok, deixa ai. - Sem olhar para mim. - Assim não dá. Será que com esta linha de comando já dará? - Pensativo.

– Sabes uma coisa hoje apanhei frutos silvestres.

– Hum... - Não ligando muito ao que dizia.

– Eu pensei em fazer um bolo de frutos silvestres já que gostas. - Com pequeno sorriso.

– Hum... ok, faz o que quiseres. - Um pouco frio.

– Ouvis-te o que eu disse? - Levantando-me até ele.

– Sim não sei o quê de um bolo. Fazes bem.

– Bryan posso ter a tua atenção por um momento? - Já um pouco irritada.

– Só um segundo estou quase a terminar isto.

Aquela espera foi a ultima gota de agua para mim.

– JÀ CHEGA!!!! NÃO AGUENTO MAIS ISTO!!!! - Em voz alta.

– Claire?! - Olhando para mim supreendido.

– Porque agora és assim comigo? O Bryan que conheci não era assim. Ele não ignorava-me. - Com as lágrimas a saírem dos meus olhos. - Ás vezes penso que não te importas com o desfecho da nossa relação. Para mim chega!!! Eu não te conheço mais.

– Claire.... - Aproximando-se de mim. - Não é nada disso é claro que me importo, mas...

– Mas o quê? - Com olhar serio para ele.

– As coisas mudaram um pouco desde que a secundária terminou.

– Não Bryan as coisas não mudaram, tu é que mudas-te, desde que envolveste com aquela caloira, para mim não passas de um estranho agora. - Semicerrando os olhos.

– Claire não digas isso.

– Eu vou apanhar ar, não quero estorvar o teu trabalho. - Saindo do quarto.

– Claire espera!!! Claire... – Sentando-se de novo ao computador. - Bolas. - Passando a mão pelo rosto.

Cá fora a brisa da noite era um pouco fria, o som da agua preenchia os meus ouvidos por isso não ouvi Dylan a chegar junto de mim.

– Parece que as coisa ficaram um pouco tensas. - Encostando-se ao tronco de uma árvore com cigarro na boca.

– Eu sempre soube que ele era um pouco viciado no trabalho, mas sempre que falava com ele, ele parava o que estava a fazer e ouvia-me. Agora simplesmente ignora-me. - Um pouco encolhida por causa do frio.

– Toma, veste isto. - Despindo o casaco. - Deves estar com frio.

– Obrigada. - Agarrando o casaco dele, com um pequeno sorriso.

– O silencio da noite aqui é agradável. - Olhando para céu estrelado.

– Tens razão.

Minutos depois ouço os grilos a cantarem ao pé da margem do rio. Olhava para o horizonte sem destino e uma das lágrimas dos meus olhos escapou. Vi Dylan aproximar-se de mim e olho para ele, com indicador ele limpa a lágrima que saia dos meus olhos.

– Eu agora estou bem.

– Se as coisas continuarem assim..... - Com olhar semicerrado para mim, mas um pouco sério, acariciando o rosto. - ….ele irá perder-te de certeza, e se isso acontecer serei eu a tomar o lugar dele.

– O estás a dizer Dylan? - Não levando muito a serio a conversa dele. - Não estou a compreender o que dizes?

Dylan nesse instante afasta com a mão o cabelo que cobria-me o pescoço, e começa a beija-me o pescoço passando levemente os lábios evoluindo progressivamente de densidade até á mesma forma de quando fomos apanhar os frutos silvestres, mas a única diferença eram mais prolongados.

– Estás outra vez a brincar comigo? - Com sorriso.

Dylan aproxima os lábios dele aos meus ouvidos sussurrando.

– Quem disse-se que desta vez estava a brincar? - Pondo a mão atrás do meu pescoço.

Nada disse apenas olhei-o surpreendida, o olhar semicerrado dele era diferente agora em comparação das outras vezes. Senti a mão dele na minha nuca, o rosto dele aproximava do meu lentamente, e quando apercebi-me os lábios deles já estavam nos meus. Ainda tentei esquivar-me, mas ele não deixou-me. O beijo dele era tenso e profundo mas delicado ao mesmo tempo, nada fiz apenas poisei a minha mão no ombro agarrando a camisola dele e deixei-me levar pelo momento. Quando terminou, ele beijou-me a testa e envolveu-me com força nos braços deles. Como é quente o abraço dele. Sem dúvida alguma eu já senti este calor dantes. Agora que penso nada dele desde da primeira vez que o vi é me estranho, mas onde? Em que lugar? Em que ocasião senti isto? Naquele momento senti-me preenchida, já há muito tempo que não sentia-me assim desde que sobe da traição de Bryan, não me importava de ficar assim para sempre.

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Capitulo 01

O meu nome é Claire Ruah e estou a frequentar o segundo ano do curso medicina na faculdade. A minha mãe é médica e foi desde o dia em que a vi em ação, que achei incrível o que ela fazia. A calma com que ela executava foi tudo era surreal. É devido à ela que estou a tirar este curso.

Eu gosto de turmas sossegadas e este ano é algo de que não me posso queixar. Estamos actualmente na primavera e o dia de hoje está luminoso. O Bryan esperava-me no portão enquanto olhava para as pequenas pétalas de sakura que se acumulavam no chão. É o meu namorado desde o segundo ano da secundária. Tem cabelo curto castanho claro e uns lindos olhos verdes claros. Actualmente frequenta a faculdade de engenharia informática aonde todas as raparigas o cobiçam.

O Bryan contou-me num dia que teve um caso pouco sério com uma caloria à cerca de cinco anos atrás. Isso aconteceu numa ida a um bar com uns amigos e por coincidência encontrou ela. Enquanto bebiam uns copos esteve a desabafar com ela acerca do trabalho dele. Segundo o que me disse, ela seduziu-o, aproveitando-se dele e os dois passaram a noite num hotel. De manhã Bryan caio na realidade e arrepende-se do sucedido.

Desde esse dia nós os dois ficamos um pouco mais distantes, aquela chama intensa que costumávamos a ter na nossa relação ficou um pouco mais extinta, mas estamos a trabalhar para recupera-la de novo.

Ultimamente por causa dos trabalhos da faculdade e dos turnos do meu part-time já que trabalho como empregada de mesa num restaurante muito conhecido por estás bandas, deixamos de estar juntos por varias semanas, mas hoje conseguimos arranjar algum tempo para nós, como já tinha saudades. Fomos ao cinema ver um filme de terror, para podermos agarrar-nos um ao outro, para compensação aquelas longas semanas que tivemos longe um do outro. Depois fomos jantamos num restaurante de comida rápida, Bryan sabia o quanto adoro pizza, seja ela com massa fofa ou até mesmo com qualquer ingrediente que eu como. Uma das coisa que ele adora em mim é ver-me com sorriso nos lábios, cá fora ele tomou a iniciativa de pegar-me na mão, é uma das coisa que adoro nele, bem como os abraços calorosos dele quando sinto mais frio, já para dos beijos dele.

Como gostava de ficar assim para sempre com ele, mas o tempo não é algo que se possa parar por mais que queiramos, e por causa disso o nosso encontro já caminhava para o final.

Na próxima semana começam os exames o que querer dizer que termos menos probabilidade de nós ver outra vez assim como hoje. Mas não importo muito pois nós os dois mandamos sempre uma mensagem de boa noite um ao outro pelo telemóvel antes de deitar-nos.

Bryan pelo caminho da minha casa perguntava-me como ia os meus treinos de natação.

– Vão bem, há duas semanas atrás conheci bater o meu recorde pessoal. - Contente pelo meu esforço.

Pelo menos três vezes por semana depois das aulas vou treinar natação, com clube feminino da faculdade, é nessas alturas que consigo relaxar por completo da faculdade e do meu part-time. Desde pequena que pratico natação e foi graças ao meu pai que insistiu tanto comigo para não desistir, já entrei em competições quando andava na secundária, mas agora faço só por gosto as vezes quando estou mais tensa venho nadar fora dos dias de treino para libertar a tensão mais acumulada em mim, o que gosto mais é flutuar sobre a agua faz com que a minha mente vai-a para outro sitio por momentos.

– Isso é ótimo.

– A treinadora perguntou-me se este ano iria entrar em competições, eu respondi-lhe que não de novo. É claro que ela ficou um pouco dececionada com a minha resposta, mas não importo.

– Estou haver.

A escassos metro da minha casa eu o Bryan vi-mos um grupo de três rapazes acercarem um outro rapaz com alguma agressividade. Eles davam-lhe chapadas no rosto dele com alguma violência, bem como pontapés. Eu quis intervir mas Brayan impediu-me, dizendo-me que era demasiado perigo em envolver-nos, por isso esperamos que eles acabassem para depois aproximar-nos dele.

O rapaz ainda estava consciente apesar das várias feridas no rosto dele, pelo aspeto rebelde dele Brayan não o aprovou-o de todo.

– Talvez é melhor irmos embora, não se sabe se aqueles tipos voltam outra vez.

– Mas Bryan, não podemos deixa-lo aqui assim neste estado. - Não concordando com atitude dele. - Se não quiseres ajudar não ajudes, mas eu vou ajuda-lo.

– Ok. - Suspirando, por ter apercebido que estava a ser um pouco infantil. - Vá eu ajudo-te.

– Obrigada. - Com sorriso para ele.

No meu pequeno apartamento Bryan ajudou-me a deita-lo sobre o sofá já que ele tinha adormecido pelo caminho. Fui há casa de banho buscar os primeiros socorros para tratar dele, enquanto Brayan foi buscar uma maça para comer. O cabelo dele é liso de cor castanho escuro um pouco despenteado, afastava a franja dos olhos dele, tinha alguma curiosidade em ver a cor dos olhos dele se eram de tons claros ou não, já que vestia um casaco com capucho de cor preta com uma camisola de tons castanhos escuros com uns jeans azuis claros com uma pequenas botas pretas calçadas, ele também tinha uma pequena cicatriz no olho direito de cima a baixo e ao que parece foi feita já algum tempo em comparação as da agora. De alguma forma as feições dele não eram-me estranhas, acho que já o vi antes, mas não tenho a certeza, talvez esteja confusa não sei.
Por vezes ele soltava um pequeno gemido cause inaudível, aonde doía-lhe mais com o desinfetante.

– Pergunto-me o que terá acontecido a ele. - Observando o rosto dele há procura de mais feridas.

– Acho melhor ficares na ignorância, Claire. - Olhando para rapaz com cara de poucos amigos dando uma trinca na maça.

– Mas, talvez há algo que possamos fazer por ele, não? - Arrumando os desinfetante na caixa.

– E já não achas que já estamos a fazer-lo? Primeiro ajudamos ele, segundo deixamo-lo ficar aqui e ainda achas que já não estamos a fazer, nada por ele? - Com os braços cruzados. - De qualquer forma eu vou passar aqui a noite contigo. - Determinado, trincado mais quatro vezes na maça.

Eu compreendo a preocupação do Bryan em relação ao rapaz, mas ele terá de confiar um pouquinho nele, só um pouquinho de nada, porque eu sei bem se ele passar aqui a noite vai chegar atrasado amanhã há faculdade sem duvida alguma e isso não quero.

– Por favor Bryan, peço que tenhas um pouquinho de confiança nele.

– Claire... - Suspirando, já terminado de comer a maça pondo-a no lixo.

– Eu apenas não quero que chegues atrasado as aulas. Tem um pouco de confiança.
Bryan esfrega a nuca ainda um pouco pensativo com a minha proposta.

– Ok ganhas-te eu vou, mas fica com telemóvel sempre ao pé de ti se houver imprevisto, ok?

– Sim não te preocupes.

Bryan deu-me as boas noites dando-me um prolongado beijo é claro que vi no olhar dele a preocupação pela minha segurança, mas acho que não precisava de preocupar-se tanto. Antes de deitar-me fui ver por uma ultima vez o rapaz e vi que ele encolhia-se todo com frio por isso fui buscar um cobertor ao meu quarto, tapei com cuidado para não o acordar. Ainda afastei um pouco o cabelo dele dos olhos dele para poder observar melhor o rosto dele, como tinha curiosidade de saber o que lhe aconteceu, mas ele entretanto mexeu-se ficando de costas para tv e eu afastei-me dele recuando um pouco, num tom baixo dei-lhe as boas noites com pequeno sorriso nos lábios. No meu quarto deitei-me e não demorou muito o sono em vir. O sonho que tive nessa noite foi algo estranho estava eu tentava alcançar a superfície desesperadamente, não sei porque motivo o fazia mas cada vez que tentava chegar há superfície começa a perder a consciência e a escuridão apoderar-se de mim. Em pensamentos pedia ajuda e estendia a mão para alguém tirar dali, os meu olhos começavam a fechar lentamente até que algo agarra-me o braço e puxa-me para fora da água. Não sei ao certo quem era mas abraçava-me firmemente, sei que olhava para mim, mas via o rosto dele desfocado e a única coisa que vi e que saiu-me mais há vista foi as longas asas pretas dele. Seria um anjo? Mas um anjo de asas negras? A única que disse a ele foi um simples “obrigada” e acordo lentamente com a claridade do sol a entrar no meu quarto. Na cozinha ouvia o tlintar da louça. Será que o ele já acordou? Levantei-me lentamente ainda meio ensonada até há cozinha e para minha surpresa no sofá só vi a camisola e casaco dele. Na bancada vi ele de costas para mim a tomar o pequeno almoço, reparei que tinha uma pequena tatuagem no lado direito não sei bem o que era por ser pequena.

– Dormis-te bem? - Na entrada da cozinha.

Ele vira-se para mim com olhar um pouco tenso, com um copo de leite na mão.

– Sim. - Em tom baixo.

Ele sem duvida tinha um bom porte atlético já para não falar dos olhos azuis claros dele que mais pareciam pequenos oceanos. Mais uma vez as feições dele não me eram estranhas. Será que nós encontramo-nos dantes? Não tenho a certeza de todo.

– Tiveste sorte em termos aparecidos para ajudar-te. - Sentando na mesa da cozinha. - Como te chamas? Eu sou a Claire. - Com um sorriso.

– És sempre assim com os desconhecidos que entram em tua casa? - Poisando o copo na bancada.

– Não, nem por isso. Normalmente os desconhecidos que conheço não são espancados há porta da minha casa quase inconscientes.

Ele dá um pequeno sorriso há minha resposta.

– Bem visto, sem dúvida. Ganhas-te. Eu sou Dylan Reece. - Indo para sala pegando na camisola para vesti-la.

– O que aconteceu na noite passado? Porque batiam-te aqueles tipos?

Ele nada respondeu ás minhas perguntas apenas vestiu o casaco depois de vestir a camisola.

– Então não vais dizer-me nada?

– Bem já disse, o meu nome, não é o suficiente? - Dando uns últimos retoques no casaco.

– Sim mas--

– Não te preocupes por mim eu sei tomar conta de mim. Alias eu tenho de ir embora. - Olhando para mim.

– O que estás a dizer? Mas ir onde? Tens de ir há policia reportar o que aconteceu-te. - Levantando da cadeira.

– Chegou a altura de nós despedir-mos. - Apertando o casaco pronto a sair de casa.

– O QUÊ?! Mas espera--

– Adeus Claire, quem se não voltemos a encontramos de novo. - Já com a porta aberta.

Nesse instante corri até a porta de principal chamando por ele, mas quanto olhei lá para fora nem sinal dele. Para onde terá ele ido? Será que ele esta metido em alguma coisa esquisita e é por isso que não quis dizer-me? Minutos depois de ter fechado a porta de casa o meu telemóvel toca era o Bryan.

– Estou?

– Então como passar-te a noite?

– Bem.

– Ótimo e o “intruso” ele ainda está ai? - Com serio.

– Bryan por favor não vais começar outra vez, pois não? - Um pouco chateada com ele.

– Ok, desculpa. Ele ainda está ai?

– Não ele foi logo embora assim que acordei sem dar-me alguma explicação, mas deu-me o nome dele Dylan Reece.

– Ainda bem que ele tomou a iniciativa de sair logo dai. A que horas tens aulas hoje?

– Ás 10:30.

– Hum...ok. Olha hoje não vai dar para nos encontrar, desculpa.

– Não faz mal eu também tenho que estudar para os exames.

– Beijo. - Desligando.

Desde o que aconteceu há dois anos acho que por vezes tratama-nos como dois estranhos, não tenho a certeza, mas é a sensação que tenho quando ouço a voz dele ao telefone desde então.

Tomei o pequeno almoço calmamente, bem como vesti-me sem pressas. No meu quarto arranjava a mala de natação, em principio talvez hoje vou treinar, mas ainda não tenho a certeza. Cá fora o sol era reconfortante, na sala de aula dei os bons dias aos meus colegas bem como eles a mim. As aulas da manhã bem como as da tarde correram normalmente.
Ainda bem que trouxe-se a mala da natação, hoje estou naqueles dias que me apetece flutuar sobre a agua bem como ouvir o som dela. Como de espera ninguém estava no pavilhão, apenas eu e som dá agua.

Fiz aquecimento durante vinte minutos antes de entrar na agua, depois disso entrei gradualmente na agua para o meu corpo ficar familiarizado com a temperatura da agua. Comecei por dar cinco voltas há piscina com descanso de dez minutos apôs terminar. Durante essa pausa flutuava sobre agua, e com ela recordava o meu sonho que tive. Quem seria? Seria alguém que conhecia? Ainda muito pensativa. Talvez não seja ninguém em concreto, que conheça, quem sabe. Mergulhando fundo na piscina, mas para minha surpresa sinto uma forte dor aguda no meu gemeo esquerdo. E por causa disso fiquei impossibilitada de chegar ao margem da piscina. Logo agora que tinha de dar-me uma cambria. Por mais que quisesse chegar há margem não consegui consequência disso estava a afogar-me.

As minhas forças começavam aceder, e por isso afundava-me mais para o fundo da piscina, aquele sonho agora era mais um deja vú.

Alguém que me ajude. Eu não quero morrer, ainda há coisa que quero fazer, sonhos por realizar. Elevando a minha mão para luz da superfície. Por favor alguém... Começando a fechar os olhos lentamente.

Vi uma sombra na borda, não sei ao certo o que era mas aproxima-se de mim, foi ela quem me puxou para superfície. A sombra apresentava umas longas asas negras. Será o anjo do meu sonho? 

– Um anjo... - Num baixo.

Ele abraçava-me firmemente, vi que olhava para mim, senti algo quente acariciar-me o meu rosto delicadamente. Eu por mais que quisesse ver o rosto dele não consegui ver, porque desmaiei minutos depois de dele dizer que agora estava em segurança.

Foi no hospital que recuperei a minha consciência, ao lado encontrava-se Bryan segurando a minha mão.

– Bryan... - Num tom baixo.

– Clarie?! - Surpreendido. - Claire!!!! - Abraçando-me contente. - Graças a deus que acordas-te.

– O que aconteceu? Como vim parar? - Ainda meia confusa com tudo.

– Pelo que percebi ias afogando-te nas piscinas da tua faculdade, por causa de uma cambria que tiveste.

– Já me lembro, mas quem salvou-me? - Olhando para Bryan.

– Não fui quem salvou-te. - Levantando-se da cadeira um pouco chateado.

– Então quem foi? - Intrigada.

– Dylan Reece. - Olhando para mim de braços cruzados.

– Mas como? - Intrigada.

– Se quiseres podes perguntar isso a ele pessoalmente.

– Ele está aqui!!! - Surpreendida.

– Sim ele apenas foi lá fora fumar.

Passado algum tempo ele entra no meu quarto com o mesmo casaco que ontem aberto. Não liguei muito ao que trazia por baixo dele, já que ainda estou muito surpreendida por ele ter-me salvo.

– Ai tens, se quiseres podes pergunta-lhe todo. - Um pouco brusco para ele.

– Bryan por favor!!! Podes ser um pouco mais gentil para com ele? - Olhando para ele um pouco irritada com ele. - Não te esqueças que fui ele quem me salvou, alias eu estou em divida para com ele. - Agora olhando para Dylan.

– Não é preciso estares. - Com as mãos dentro do casaco com olhos semicerrados para mim.

– Mas..

– Bem eu vou comer algo, já venho. - Bryan a sair do quarto.

– Pelo que vejo estás bem, acho que não sou mais preciso aqui. - Voltando-me as costas. - As melhoras.

– O que aconteceu ontem foi um deja vú que tive.

Ele detêm-se e volta-se para mim de novo com os olhos semicerrados.

– No sonho que tive foi um anjo de asas negras quem salvou-me.

– Um anjo, hum...

– Sim e--

– E achas que eu sou esse anjo de asas negras?

– Sim, não....talvez. O que quero dizer é que estou muito agradecida por teres salvo-me. - 
Com largo sorriso.

– Não tens de quê.

– Mas há uma coisa que não percebo, como sabias que eu estava em perigo? - De novo intrigada.

– Hum boa pergunta. - Pensativo. - Talvez intuição, não? - Rindo-se.

– Por favor... - Seria para ele. - Eu quero saber.

Ele aproximou o rosto dele de mim, deixando um espaço consideravam entre nós.

– Apenas soube. - De novo com olhar semicerrado.

– Mas--

– Shiuu... - Pondo o indicador nos meus lábios não deixando terminar a frase. - Quando precisares novamente de mim, chama-me, e eu estarei lá ao pé de ti. Como ontem. - Retirando o indicador dos meus lábios e afastando-se de mim.

Naquele momento fiquei sem resposta para dar a ele, e Bryan entra no quarto bebendo uma bebida gasificada qualquer.

– Ainda bem que já vieste, estava agora a despedir-me da Claire.

– Ai sim? - Sem muito interesse no que dizia.

– Sim. Então vemo-nos por ia Bryan. - Saindo do meu quarto.

Bryan nada diz a ele quando saio. Por algum motivo o meu batimento cardíaco estava acelerado.

– Estás bem Claire? Estás um pouco vermelha. - Intrigado.

– Sim eu estou bem, não te preocupes, a serio. - Rindo-me.

– Ok se o dizes, eu acredito. Há é verdade no corredor vi o médico e ele disse-me que amanhã tinhas altas.

– Que bom.

– Mas eu não poderei vir buscar-te por causa das aulas e do trabalho, desculpa-me.

– Não faz, eu compreendo. - Um pouco dececionada com a resposta dele.

Uma hora depois a enfermeira avisa as visitas que a hora delas tinha acabado e elas foram-se embora, Bryan dá-me um beijo na testa de modo a despedir-se de mim. O jantar do hospital como se sabe é péssimo mas come-se, a hora de dormir não tardou em vir e com ela o silencio invadiu o hospital por inteiro, onde apenas ouvia-se o respirar inaudível dos doentes. Mais uma vez voltei a pensar no que Dylan disse-me antes adormecer por completo. As palavras dele já ouvi em algum lugar, mas onde?
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Concurso de 2013




No passado dia 14/06/2013 no animeSPIRT realizou-se um Concurso de Três Contos.

E claro que não podia deixar de participar, alias este é o meu primeiro concurso de fic. Eu utilizei algumas fic que já tinha e adaptei-as aos termos que pediram.

No dia 06/07/2013 foi a revelação dos prémios entregues. É claro que não ganhei, mas fiquei a saber como é um concurso de Fanfics. 


É claro que irei participar em eventos como este. E assim fiz no dia 27/06/2013 increvi-me no Concurso de Fanfics - Ganbatte e mais uma vez adaptei uma fic minha as termos que são pedidos. 


Só no dia 04/08/2013 é que sai os resultados do concurso. Vamos haver como saio.

Resultado:  Não ganhei, mas continuarei a participar em concurso de Fanfics. 

AVISO: Subaru With Yuki Hana



Meus caros leitores é para informar-vos que a fic Subaru With Yuki Hana será re-apostada de novo no blog. Isto porque quero melhorar o português (dentro do possível) já que foi a minha primeira fic que escrevi e apostei aqui.

A história em si não mudara apenas corrigirei os erros, sentido das frase etc. Não se admirem se algum erro escapar-me porque serei eu mesma a fazer as correcções. 

Os capítulos extras que existem na fic (da Sakura e Sasuke) serão apostos há parte em one-shot's. 

Eu excluirei esta fic dentro de alguns dias, e apostarei a nova. Eu sei que irei perder as recomendações e os comentários, mas quem recomenda e comenta uma vez, fará outras vez, certo? ;)

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